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Mídia institucional da Assembleia de Rondônia amplia debate sobre critérios de veiculação e cargos comissionados

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Mídia institucional da Assembleia de Rondônia amplia debate sobre critérios de veiculação e cargos comissionados

Porto Velho (RO) — A distribuição de verbas da mídia institucional da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) em novembro de 2025 voltou a ser questionada por veículos de comunicação do Estado após a divulgação de valores destinados a sites recém-criados, associados a um grupo identificado no mercado como “Nova Geração”. Ao mesmo tempo, empresas tradicionais do setor relatam cortes expressivos, que teriam variado de 80% a 100% nos repasses naquele mês.

A controvérsia ganhou novo capítulo com informações de bastidores sobre a possível ocupação de mais de 40 cargos comissionados (CDS) por integrantes do mesmo grupo em órgãos públicos. Os dados ainda estão sob apuração, mas elevaram o tom das críticas por eventual sobreposição entre comunicação institucional e estruturas administrativas, hipótese que demandaria critérios claros de segregação e mecanismos de compliance.

Especialistas em gestão pública ouvidos por representantes do setor defendem que, se confirmada, a presença concentrada de comissionados ligados a um único grupo deve ser examinada para afastar favorecimento indevido e assegurar a impessoalidade na alocação de recursos de publicidade oficial.

Repercussões no mercado
Profissionais da área afirmam que a ascensão do novo grupo não se restringe à ALE-RO, alcançando campanhas do Governo de Rondônia, da Prefeitura de Porto Velho e do Detran-RO. O movimento teria provocado um rearranjo de influência com impacto direto na pluralidade de vozes do ecossistema informativo local.

Apuração institucional
Diante de reclamações formais, o Ministério Público de Rondônia analisa o caso para verificar se a distribuição observou os princípios constitucionais da publicidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Entre os pontos avaliados estão critérios objetivos, métricas de audiência, justificativas técnicas para os cortes e eventuais vínculos administrativos entre beneficiários e o poder público.

Posições do setor
Representantes de veículos tradicionais defendem que histórico editorial, alcance comprovado, regularidade fiscal e métricas auditáveis sejam parâmetros centrais. “Não se trata de barrar novos projetos, mas de assegurar igualdade de condições e transparência”, resume um editor do interior do Estado.

A mídia institucional é instrumento público destinado a informar a sociedade. Para críticos, a concentração de recursos ou mudanças abruptas no mapa de veiculação sem critérios claros — sobretudo diante de indícios de ocupação ampla de cargos comissionados por um mesmo grupo — pode enfraquecer o pluralismo e a confiança na comunicação oficial.

Plano de mídia
O plano de mídia do período foi assinado por Rogério Gago da Silva e executado pela agência PEN6, responsável pela operacionalização das campanhas. A alteração no perfil dos beneficiários reacendeu questionamentos sobre critérios técnicos, isonomia, transparência e possíveis conflitos de interesse.

Veículos que receberam mídia em novembro de 2025 (exemplos divulgados)

Capital Rondônia — R$ 7.995,20

Notícias Porto Velho — R$ 10.001,60

EstadoRondonia.com — R$ 7.995,20

Portal de Rondônia — R$ 12.008,00

JH Notícias — R$ 14.987,20

Eu Ideal — R$ 10.001,60

Em Rondônia — R$ 7.995,20

Valores referentes à veiculação institucional no mês.
Com a apuração em andamento, a expectativa do mercado é que o processo esclareça os critérios adotados e contribua para restabelecer parâmetros transparentes e isonômicos, preservando o caráter público da comunicação institucional.

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