O jornalista Rubens Coutinho, editor do site Tudo Rondônia, divulgou um vídeo nas redes sociais denunciando uma suposta tentativa de suborno envolvendo aliados políticos em Rondônia. Segundo ele, a proposta teria sido de R$ 30 mil para que o portal reduzisse o tom crítico de suas publicações sobre determinados agentes políticos do estado.
De acordo com Coutinho, a oferta foi apresentada por um amigo pessoal, que teria atuado como intermediário entre ele e integrantes ligados às campanhas do senador Marcos Rogério (PL) e do pré-candidato ao Senado Bruno Scheidt Bolsonaro.
No vídeo, o jornalista afirma não acreditar que os próprios políticos tivessem conhecimento direto da situação, mas atribuiu a articulação ao jornalista Alessandro Lubiana, assessor de comunicação do deputado estadual Alex Redano (Republicanos) e integrante da equipe política ligada ao grupo citado.
“Me ofereceram R$ 30 mil para aliviar críticas. Não acredito que o senador Marcos Rogério saiba disso, nem que Bruno Bolsonaro tenha conhecimento, mas acredito que a proposta partiu de Alessandro Lubiana”, declarou Coutinho.
O editor também relembrou episódios anteriores de tensão política envolvendo o portal. Segundo ele, em 2023 o site perdeu contratos de publicidade institucional da Assembleia Legislativa de Rondônia, situação que considera uma forma de retaliação política devido à linha editorial adotada pelo veículo.
Ainda conforme o jornalista, antes da suposta oferta em dinheiro houve uma tentativa de aproximação por meio de publicidade institucional relacionada ao Senado Federal, proposta que também teria sido recusada.
Rubens Coutinho afirmou que mantém sua posição editorial independente e declarou que não pretende alterar a cobertura jornalística por influência política ou financeira.
Até o momento, os citados não haviam se manifestado oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto para posicionamentos da assessoria do senador Marcos Rogério, de Bruno Scheidt Bolsonaro, de Alessandro Lubiana e do deputado Alex Redano.
Especialistas apontam que eventuais tentativas de interferência financeira sobre a atuação da imprensa podem configurar crimes relacionados à corrupção e atentados à liberdade de expressão, dependendo das circunstâncias e da comprovação dos fatos.
O caso poderá ser analisado pelos órgãos competentes, incluindo Ministério Público e Justiça Eleitoral, caso haja representação formal ou abertura de investigação.