O Pronto-Socorro João Paulo II, principal unidade de urgência e emergência de Rondônia, voltou a apresentar problemas estruturais neste fim de semana. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram alagamentos em áreas internas do hospital, com água escorrendo pelo teto e alcançando recepção, corredores e setores de atendimento.
O Hospital João Paulo II é administrado pelo Governo de Rondônia e está localizado em Porto Velho. A unidade é referência para atendimentos de alta complexidade, recebendo pacientes de diversas regiões do estado.
Infiltrações e alagamentos internos
De acordo com os registros feitos por pacientes e servidores, as chuvas provocaram infiltrações no telhado do hospital, resultando em acúmulo de água em ambientes internos. As imagens mostram goteiras próximas a macas, equipamentos e áreas de circulação de pessoas.
O problema estrutural ocorre em um local que atende diariamente vítimas de acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo, agressões, infartos e outras ocorrências graves.
Problema recorrente na estrutura do hospital
Relatos de usuários e profissionais indicam que as infiltrações no telhado do João Paulo II não são recentes. Os episódios já teriam ocorrido em outros períodos de chuva ao longo dos últimos anos. O atual governador, Marcos Rocha, está no sétimo ano de mandato, e a manutenção definitiva da cobertura do hospital segue sendo uma demanda frequente de servidores e pacientes.
Riscos para pacientes e profissionais
As imagens divulgadas mostram pacientes sendo atendidos em áreas molhadas, o que pode gerar riscos como:
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aumento da possibilidade de contaminação hospitalar;
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risco de quedas em pisos escorregadios;
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danos a equipamentos médicos;
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prejuízo às condições adequadas de atendimento.
Em unidades de pronto-socorro, a estrutura física é considerada essencial para garantir segurança e agilidade nos atendimentos.
Saúde pública em Rondônia
O episódio no Hospital João Paulo II ocorre em meio a reclamações recorrentes sobre a infraestrutura da saúde pública em Rondônia. Problemas como falta de manutenção predial e necessidade de reformas estruturais são frequentemente relatados por usuários do sistema.
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre prazos ou medidas emergenciais para a correção do telhado do hospital. Enquanto isso, o João Paulo II segue atendendo a população como principal porta de entrada para emergências médicas no estado.