A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado Federal, em 14 de outubro de 2026, foi destacada por Raimundo Nonato Soares, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores em Rondônia (CUT-RO), como resultado de uma trajetória histórica de organização e mobilização dos trabalhadores. Para ele, a conquista não pertence a uma única entidade, mas é fruto da atuação conjunta de sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e setores que apoiaram a redução da jornada de trabalho.
Ao comentar a decisão, Nonato ressaltou que os direitos trabalhistas conquistados ao longo das décadas são resultado de lutas coletivas e precisam ser preservados. Ele citou como exemplos marcos importantes dessa trajetória, como a criação das primeiras caixas de aposentadoria e pensões, o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o 13º salário e o seguro-desemprego.
A linha do tempo apresentada reúne conquistas que marcaram diferentes períodos da história brasileira: a Lei Eloy Chaves, de 1923, associada à criação das caixas de aposentadoria e pensões para trabalhadores ferroviários; a instituição do salário mínimo, prevista em lei de 1936 e regulamentada nacionalmente em 1940; a criação da CLT, em 1943; a aprovação do 13º salário, em 1962; e a inclusão do seguro-desemprego entre os direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988.

Para Nonato, recordar esses acontecimentos ajuda a compreender que os direitos não surgiram espontaneamente. Eles foram conquistados por meio de mobilizações, negociações e pressão social, em diferentes contextos políticos e econômicos do país.
O dirigente também enfatizou que a aprovação do fim da escala 6×1 deve ser entendida como resultado de uma mobilização ampla, e não como vitória isolada da CUT. Segundo ele, a participação de diversas organizações e da sociedade foi importante para que a proposta avançasse no Congresso Nacional.
A decisão aprovada pelo Senado prevê a redução gradual da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana e sem redução salarial. O texto segue para promulgação.
Nonato, porém, defendeu que os trabalhadores permaneçam organizados e atentos às próximas discussões sobre a legislação trabalhista. Ele alertou para propostas que possam alterar as formas de contratação e remuneração e, na avaliação do dirigente, representar riscos aos direitos já assegurados.
A mensagem, segundo o secretário-geral da CUT-RO, é que a história das conquistas trabalhistas demonstra a importância da união. Para ele, a mobilização coletiva continua sendo fundamental para defender os direitos existentes e avançar em novas garantias para os trabalhadores brasileiros.