Prefeito Léo Moraes afirma que Operação Sutura partiu de denúncia da atual gestão contra fraudes no IPAM

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, manifestou-se na manhã desta sexta-feira (16) sobre a Operação Sutura, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de fraudes e desvios no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (IPAM). Segundo o chefe do Executivo, as investigações são desdobramentos de denúncias apresentadas por sua própria administração logo no início do mandato.

A operação visa desarticular uma organização criminosa que envolveria servidores públicos e empresas privadas. O esquema consistia no faturamento irregular de procedimentos de alta complexidade por empresas credenciadas apenas para serviços básicos, além de casos graves de duplicidade de guias médicas.

Denúncia da Gestão Atual e Fatos Suspeitos

Em pronunciamento, Léo Moraes destacou que a prefeitura identificou atos suspeitos que estariam ocorrendo nas dependências do Instituto. O prefeito enfatizou que a gestão anterior é o foco das principais diligências, incluindo mandados de busca e apreensão contra ex-dirigentes.

“Essa denúncia e essa preocupação aconteceram já no início da nossa gestão, por fatos e atos muito suspeitos que estavam por acontecer naquele instituto. Nós que iniciamos essa denúncia por conta da suspeita de irregularidade”, afirmou o prefeito.

Moraes reforçou que a prefeitura contratou auditorias internas para mapear os danos e que não tolerará a continuidade de práticas ilícitas. “Caso exista algum resquício ou reflexo [da gestão anterior], será severamente punido. Não temos compromisso com o erro.”

Irregularidades Graves e Prejuízo aos Servidores

Um dos pontos mais alarmantes citados pelo prefeito, com base em informações da Polícia Civil, refere-se à crueldade e ao absurdo técnico das fraudes. Foi relatado o caso de uma mesma paciente que teria passado cinco vezes pelo procedimento de histerectomia (retirada do útero) no sistema de cobranças.

Para o prefeito, essas ações geram prejuízos diretos aos servidores municipais, que dependem da assistência do IPAM.

  • Impacto Financeiro: Bloqueio de bens e afastamento de agentes públicos para recuperar valores desviados.

  • Investigação em Curso: 14 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará-Mirim.

  • Foco na Transparência: Solicitação de acesso aos autos para identificar se assessores ou diretores atuais ainda possuem ligação com o esquema herdado.


O que é a Operação Sutura?

A Operação Sutura foi deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia para investigar a manipulação de sistemas informatizados e o superfaturamento de serviços de saúde. Uma empresa de fonoaudiologia é um dos alvos, por cobrar cirurgias complexas sem previsão contratual.

A ação conta com o apoio de unidades especializadas no combate ao crime organizado e à corrupção, visando estancar o dano ao patrimônio público e garantir a integridade do fundo previdenciário dos trabalhadores de Porto Velho.

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