ROMBO DE R$ 10 MILHÕES EM COLORADO: presidente da Câmara, Michelly Martins, supostamente estaria fazendo manobra para beneficiar ex-prefeito

Votação de contas com parecer contrário enfrenta resistência para ser pautada e gera revolta entre vereadores e população

A crise política em Colorado se intensifica diante de um cenário que mistura grave situação financeira e suspeitas de interferência no Legislativo. O adiamento da votação das contas do ex-prefeito José Ribamar, mesmo já existindo parecer contrário da comissão responsável, tem gerado forte reação dentro da Câmara Municipal e também entre a população.

Nos bastidores, cresce a percepção de que a presidente da Casa, vereadora Michelly Martins, estaria, supostamente, adotando uma estratégia para atrasar ao máximo a votação das contas. Segundo relatos de parlamentares, a manobra teria como objetivo evitar que o ex-prefeito seja declarado inelegível em razão do rombo milionário que, supostamente, teria sido deixado durante sua gestão.

A expectativa da população e da maioria dos vereadores é de que a votação ocorra já na sessão prevista para amanhã. No entanto, parlamentares relatam que enfrentam dificuldades para que a prestação de contas seja incluída na pauta, o que tem aumentado a tensão e levantado questionamentos sobre a condução dos trabalhos pela presidência.

A ausência de justificativas técnicas claras para o adiamento reforça as críticas e amplia o desgaste político. Para vereadores, o processo já está pronto para ser votado e não haveria motivo legítimo para novos atrasos.

O caso ganha ainda mais gravidade diante das informações oficiais encaminhadas pelo atual prefeito, Edinho da Rádio. Em ofício enviado ao Legislativo, ele aponta a existência de um passivo superior a R$ 10 milhões, além de irregularidades como ausência de prestação de contas e execução parcial de convênios firmados com o Estado.

Segundo o documento, essas inconsistências podem obrigar o município a devolver recursos vultosos, além de colocar Colorado em risco iminente de inadimplência. Caso isso se concretize, o município poderá ser inscrito em cadastros como SIAFI e CAUC, ficando impedido de receber novos repasses estaduais e federais — o que traria impactos diretos à população.

Diante desse cenário, o atraso na votação tem sido interpretado como um movimento grave e prejudicial ao interesse público. Vereadores defendem que a análise das contas precisa ocorrer com urgência, transparência e respeito às instituições.

A falta de posicionamento claro por parte da presidente da Câmara sobre os motivos do adiamento também contribui para o aumento das críticas. Para muitos, a condução do processo compromete a credibilidade do Legislativo em um momento que exige firmeza e responsabilidade.

Enquanto isso, Colorado vive um momento decisivo. De um lado, um rombo milionário que pode comprometer o futuro financeiro do município. Do outro, uma disputa política que coloca em xeque a transparência e a independência das decisões dentro da Câmara.

A pressão agora é para que a votação aconteça sem novos adiamentos e que prevaleça o interesse da população acima de qualquer articulação política.

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