Relatório do Tribunal de Contas aponta riscos fiscais em Rondônia após declarações do secretário de Finanças

Um relatório técnico elaborado por auditores de controle externo do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) aponta a existência de situações fiscais sensíveis que podem comprometer a sustentabilidade das contas públicas estaduais. O documento surge após declarações do secretário de Estado de Finanças, Luís Ferreira da Silva, que afirmou, em entrevista recente, que Rondônia não enfrenta problemas fiscais e que a situação financeira do Estado estaria sob controle.

De acordo com o relatório do Tribunal de Contas, os técnicos identificaram, durante atividades de acompanhamento e fiscalização, um conjunto de fatores que representam riscos à execução orçamentária e financeira do exercício de 2025, com possíveis impactos também nos exercícios seguintes. O documento destaca que os achados não decorrem de fatos pontuais ou circunstanciais, mas sim de fatores estruturais, cuja permanência ou agravamento pode comprometer a regularidade da gestão fiscal do Estado.

O relatório ressalta que os apontamentos foram produzidos por técnicos especializados em controle externo, no âmbito das atribuições legais do Tribunal de Contas, e não têm origem em manifestações políticas ou análises externas à instituição. O objetivo do documento é alertar o chefe do Poder Executivo estadual sobre riscos fiscais identificados com base em dados técnicos e oficiais.

Entre os fatores mencionados no relatório estão questões relacionadas a áreas estratégicas da administração pública estadual, como previdência, saúde, compromissos financeiros de grande impacto orçamentário e projeções que indicam desequilíbrios nas contas públicas caso não sejam adotadas medidas corretivas. O Tribunal aponta que tais fatores, em conjunto, podem afetar a capacidade financeira do Estado no médio e longo prazo.

O documento do TCE-RO tem caráter de alerta, previsto na legislação fiscal, com a finalidade de permitir que o governo adote providências para mitigar riscos e garantir o equilíbrio das contas públicas. O relatório também destaca que a responsabilidade fiscal envolve não apenas o exercício atual, mas a preservação das condições financeiras para as gestões futuras.

As informações técnicas permanecem à disposição das autoridades competentes para esclarecimentos e eventuais manifestações, conforme os procedimentos legais aplicáveis.

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