Alex Redano e o desafio da nominata do Republicanos: por que o partido patina para deputado estadual

A montagem de uma nominata competitiva para deputado estadual sempre foi um teste de liderança. No Republicanos, esse desafio ficou evidente em 2022 — e, segundo bastidores políticos, segue ainda mais difícil no ciclo atual. O centro dessa equação atende por um nome: Alex Redano, hoje presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Na eleição passada, o Republicanos até exibiu números robustos no topo da lista, mas faltou profundidade. Redano alcançou quase 20 mil votos, puxando a legenda. Ao lado dele, apareceram nomes com desempenho relevante:

Delegado Camargo – mais de 11 mil votos eleito, hoje quer distância do REPUBLICANOS

Pastor Evanildo – mais de 8 mil votos

Everaldo Fogaça – mais de 5 mil votos

O problema veio depois. O restante da nominata não decolou, e o partido terminou fazendo apenas dois deputados estaduais — justamente Redano e Delegado Camargo. Em linguagem direta: muito voto concentrado, pouca tração coletiva, apenas cinco se destacaram, situação que hoje é pior.

Passado o pleito, relatos de bastidores indicam que Redano está mais isolado. Vereadores do Republicanos não se animam a disputar uma vaga estadual porque o cálculo é frio: a legenda tende a eleger só um — e esse um já tem dono.

Há ainda queixas recorrentes de que ameaças de não liberação partidária seriam usadas para segurar quadros. O efeito, porém, parece inverso: não empolga, não agrega. Promessas de cargos, emendas e espaços nos municípios — segundo críticos — já não colam. Muitos afirmam que quem ajudou em 2022 não viu retorno político.

O caso mais ruidoso envolve o vereador Everaldo Fogaça. Aliados e críticos narram uma relação conflituosa, com tentativas políticas de isolamento. É importante registrar: há decisão judicial que comprove essa ruptura; trata-se de acusação política amplamente comentada nos corredores do poder, que virou ação judicial. Ainda assim, o desgaste é real e afasta potenciais candidatos.

Outro ponto sensível: nomes que compuseram a nominata em 2022 teriam ficado à deriva, sem espaço, e hoje atuariam como cabos eleitorais. Em conversas reservadas, alguns contestam a imagem de “amigão” atribuída a Redano e dizem que acordos não teriam sido cumpridos. De novo, são relatos políticos, mas que impactam a confiança.

Em linguagem clara e objetiva: Republicanos + nominata estadual em RO virou sinônimo de dificuldade. Sem pluralidade competitiva, o partido perde poder de atração. Sem previsibilidade de retorno, vereadores evitam o risco. E sem renovação, a legenda fica refém de um único nome.

A lição é antiga, mas atual: partido forte se faz com time, não só com craque. Enquanto o Republicanos não reconstruir confiança, ampliar o jogo e dividir protagonismo, a nominata continuará curta — e a eleição, previsível.

No fim das contas, como se diz nos bastidores: “Tudo bem, amigão…” — mas política não vive só de amizade. Vive de resultado, acordo cumprido e projeto coletivo.

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