O presidente municipal do PSDB, Junior Pintor, subiu o tom contra a omissão do Legislativo e a gestão municipal, afirmando que a Câmara de Vilhena deveria se chamar “Casa da Pamonha” pela falta de fiscalização. A declaração ocorreu após o cancelamento repentino de uma reunião decisiva entre a Prefeitura e o Grupo Chavantes, que deveria sanar um impasse sobre uma dívida que já ultrapassa os R$ 17 milhões na saúde.
Para Junior Pintor, a interrupção do diálogo é um sinal claro de falta de transparência e descaso com a população. “A situação é grave. Essa dívida só veio à tona porque os médicos, com salários atrasados, se mobilizaram. A população não pode ser refém dessa falta de organização”, afirmou.
Cobrança por fiscalização e transparência
Diante do risco de colapso no Hospital Regional, UPA e Instituto do Rim, Junior Pintor defende uma postura enérgica dos vereadores e elenca medidas urgentes:
Convocação do Secretário: Exige que Wagner Borges (Saúde) preste contas oficialmente.
Oitiva do Grupo Chavantes: Necessidade de confrontar valores que, com serviços extras, podem chegar a R$ 22 milhões.
Questionamento Orçamentário: O dirigente indaga como uma cidade com arrecadação prevista de R$ 800 milhões acumulou um débito desse porte.
Impasse com o Grupo Chavantes
Representantes da empresa, vindos de São Paulo exclusivamente para o encontro, relataram frustração com o desfecho. Em nota, o grupo reforçou que o cancelamento de última hora aumenta a percepção de descaso, enquanto a instituição segue sendo alvo de críticas por problemas gerados pela falta de repasses regulares da prefeitura.
Risco à vida
Para Junior Pintor, o maior perigo é a interrupção dos atendimentos de urgência.
“Estamos falando de vidas. Se há dinheiro em caixa, por que a dívida chegou a esse ponto? E se não há, onde esse recurso foi aplicado? A prefeitura precisa dar uma resposta imediata, não cancelar reuniões”, finalizou.
Até o momento, a Prefeitura de Vilhena não se pronunciou sobre as declarações ou uma nova data para a reunião.