Sebrae destaca iniciativa para criar Indicação Geográfica do Jacaré-Cuniã e ampliar mercado para a carne de jacaré

O Sebrae em Rondônia destaca a importância da iniciativa para criação da Indicação Geográfica (IG) do Jacaré-Cuniã, projeto que inicia os estudos para o reconhecimento da carne de jacaré manejada na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, em Porto Velho. Para o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, Darci Cerutti, o trabalho representa uma nova possibilidade de valorização de um produto ligado ao território amazônico e de fortalecimento das comunidades que realizam o manejo sustentável.

“Com o apoio do Sebrae, Rondônia já conquistou indicações geográficas para produtos como café, cacau e tambaqui. Agora iniciamos esse trabalho com o jacaré, ampliando oportunidades de mercado e fortalecendo as comunidades do Lago do Cuniã”, afirmou Cerutti.

A iniciativa foi apresentada durante a AgroTec, no dia 27 de agosto, e reúne o Sebrae em Rondônia, Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, ICMBio, Emater e representantes da comunidade local.

Sebrae amplia atuação em cadeias produtivas

A criação da IG do Jacaré-Cuniã faz parte de uma estratégia de valorização de produtos que possuem características relacionadas ao território onde são produzidos.

Darci Cerutti destacou que o Sebrae já participa de processos que resultaram em Indicações Geográficas para produtos de Rondônia, como café, cacau e tambaqui. Com o jacaré, a entidade passa a apoiar uma nova cadeia produtiva ligada à bioeconomia e ao uso sustentável dos recursos naturais.

A Indicação Geográfica é um instrumento de propriedade industrial concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e que reconhece a relação entre determinado produto e seu território de origem.

Para o Sebrae, esse reconhecimento pode contribuir para agregar valor ao produto, fortalecer sua identidade e criar novas possibilidades de comercialização.

Estudos começam agora

O lançamento realizado durante a AgroTec representa o início do processo. A próxima etapa será a contratação de uma consultoria especializada para realizar o levantamento de informações, evidências técnicas e características do território.

O trabalho deverá reunir dados sobre o produto, o manejo realizado pelas comunidades e sua relação com a Reserva Extrativista do Lago do Cuniã.

Essas informações poderão subsidiar uma futura solicitação de reconhecimento da Indicação Geográfica junto ao INPI.

Valorização das comunidades

Um dos pontos destacados pelo Sebrae é a possibilidade de fazer com que a valorização comercial do produto também alcance as comunidades responsáveis pelo manejo.

A proposta está relacionada ao fortalecimento da bioeconomia local, buscando conciliar geração de renda, valorização dos conhecimentos tradicionais e conservação ambiental.

Segundo Cerutti, o projeto segue justamente essa perspectiva de transformar características próprias de um território em oportunidades para quem vive nele.

“Agora iniciamos esse trabalho com o jacaré, ampliando oportunidades de mercado e fortalecendo as comunidades do Lago do Cuniã”, reforçou.

Produto ligado ao território amazônico

Para o gestor da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã e analista ambiental do ICMBio, Paulo Garcia, a Indicação Geográfica também poderá fortalecer a identidade da carne de jacaré e sua relação com a comunidade e o território.

A construção do projeto conta ainda com a participação da Associação de Moradores da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, Fecomércio e demais instituições parceiras.

Sebrae aposta na valorização da produção regional

Além do jacaré, o Sebrae em Rondônia mantém atuação em outras cadeias consideradas estratégicas para a economia regional, como café, cacau e tambaqui.

A proposta com o Jacaré-Cuniã é levar essa experiência para uma atividade desenvolvida dentro de uma unidade de conservação, valorizando o manejo sustentável e a origem do produto.

O projeto ainda passará pela etapa de estudos e levantamento técnico antes de qualquer eventual pedido de registro ao INPI. A expectativa é que o trabalho permita identificar e documentar os elementos que relacionam a carne de jacaré ao território do Lago do Cuniã e às comunidades que realizam seu manejo

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